Alerta Tributário: Fiscalização Municipal e Reforma da Renda

Uma nova fase da Reforma Tributária: o que mudou?

O Congresso Nacional aprovou recentemente uma nova etapa da Reforma Tributária sobre a Renda, com impacto direto sobre a forma como os estados e municípios dividirão a arrecadação do futuro Imposto sobre Bens e Serviços (IBS).

A principal mudança confirmada é que a repartição do IBS entre estados e municípios será feita com base no histórico de arrecadação municipal entre 2024 e 2026.
Em outras palavras: os municípios que mais arrecadarem nesse período terão maior fatia da receita do novo tributo no futuro.

O que isso significa na prática?

Esse novo critério cria um incentivo imediato à intensificação da fiscalização.
Para garantir um melhor posicionamento na divisão do IBS, os municípios de todo o Brasil tendem a:

  • Aumentar a fiscalização sobre empresas locais, buscando elevar sua arrecadação atual;
  • Expandir os cruzamentos de dados fiscais, tanto eletrônicos quanto presenciais;
  • Exigir mais obrigações acessórias, principalmente relacionadas ao ISS e à movimentação financeira.

Em resumo: o país deve vivenciar uma verdadeira “caça às bruxas fiscal”, com autuações e notificações crescentes já a partir do final de 2024.

Quem estará na mira das prefeituras?

A fiscalização será ampla e deve atingir empresas de todos os portes e setores, mas alguns segmentos estarão sob atenção especial:

  • Prestadoras de serviços – foco direto no ISS, principal tributo municipal.
  • Comércio e indústria – mesmo sem recolher ISS, seus tributos estaduais influenciam os repasses municipais.
  • Empresas de maior faturamento – devem ser priorizadas nas fiscalizações “humanizadas” (presenciais), além das eletrônicas em massa.

Um exemplo prático vem do município da Serra (ES), que já passou a exigir obrigações acessórias estaduais para cruzar dados com repasses municipais, ampliando significativamente a malha de verificação.

Por que este alerta é importante?

A intensificação da fiscalização é uma realidade iminente.
Empresas que não estiverem em total conformidade fiscal e contábil correm risco real de:

  • autuações onerosas;
  • bloqueio de CNDs (Certidões Negativas de Débito);
  • e complicações financeiras sérias no médio prazo.

Por isso, agir preventivamente é a melhor estratégia para proteger seu negócio neste novo cenário tributário.

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